Arte e Mito em The Interpreters de Wole Soyinka: O Estético como Político e Vice-versa

Autores

  • Divanize Carbonieri Universidade de São Paul

Palavras-chave:

literatura pós-colonial, literatura africana, arte, mitologia, Wole Soyinka

Resumo

The Interpreters (1965), primeiro romance do nigeriano Wole Soyinka, foi escrito logo após a independência da Nigéria, mas já aparece marcado pela desilusão característica das narrativas do período pós-emancipação política. Os “intérpretes” dessa nova sociedade são jovens intelectuais que vivem em Lagos e que, apesar de se frustrarem com a realidade degradada da nação, não encontram nenhum meio efetivo de alterar essa situação. Kola, um jovem artista plástico, se dedica a pintar um quadro dos orixás, as divindades do panteão iorubá, usando como modelos seus amigos. Assim, existe a idéia de que o passado ancestral da cultura, com toda a sua poderosa mitologia, deve funcionar como um reservatório de energia para a nova nação, fornecendo as ferramentas necessárias para que ela vença seus desafios. Nosso objetivo, neste artigo, é discutir como, na figura de Kola e seus companheiros, Soyinka parece questionar as atitudes dos intelectuais e artistas africanos, propondo para eles um modelo de ação a ser seguido.

Biografia do Autor

Divanize Carbonieri, Universidade de São Paul

Doutoranda do Programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês da Universidade de São Paulo; Mestre em Letras; Bacharel em Letras e Artes Plásticas; Pesquisadora do Grupo de Estudos Narrativas Literárias e Identidades nos Espaços Diaspóricos de Língua Inglesa; Coordenadora do Grupo de Estudos de Literatura Africana de Língua Inglesa (Gelali).

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