A Precarização das Relações de Trabalho no Cenário Sócio-Político Contemporâneo: Análise do Tratamento Médico-jurídico dado à Síndrome de Burnout

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DOI:

https://doi.org/10.32915/pleiade.v15i33.709

Resumo

A visibilidade da síndrome de burnout no campo da sociologia do trabalho e do direito do trabalho é relevante nos dias atuais que pode ser promovida pela perspectiva da reconfiguração do regime de acumulação passando do fordismo para a acumulação flexível nas formações e organizações sociais contemporâneas. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é desenvolver elementos da transformação do regime de acumulação nas sociedades contemporâneas e suas consequências no processo de organização e controle do trabalho. Com base em metodologia de revisão bibliográfica, desenvolveu-se elementos dessa transformação do regime de acumulação nas sociedades contemporâneas e suas consequências no processo de organização e controle do trabalho. Dialogando com esses elementos, analisou-se, em um segundo momento, os discursos médico-jurídicos da saúde no trabalho a fim de explorar os resultados a respeito dos meios práticos formadores do social que contribuem, de uma forma específica, na visibilidade e inteligibilidade dessa síndrome. Entre os resultados alcançados, a síndrome de burnout encontra-se inequivocamente vinculada à forma que assume uma variável específica da reconfiguração do regime de acumulação próprio ao fordismo para a acumulação flexível: o controle do trabalho.

Biografia do Autor

Joaquim Leonel de Rezende Alvim, Universidade Federal Fluminense – PPGSD/UFF.

Professor Doutor Titular da Faculdade de Direito e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense – PPGSD/UFF.

Juliana Pimentel Viana, Centro Universitário Descomplica UniAmérica.

Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense – PPGSD/UFF e Professora tutora no Centro Universitário Descomplica UniAmérica.

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Publicado

27-10-2021