Estado Nutricional e Variáveis Associadas de Crianças de 0 a 5 anos de Centros de Educação Infantil de Município de Fronteira Internacional: Estudo Ecológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32915/pleiade.v15i33.699

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo analisar o estado nutricional das crianças de 0 a 5 anos de idade de Centros de Educação Infantil de Foz do Iguaçu-PR, e identificar as variáveis associadas utilizando-se de abordagem espacial. Estudo ecológico, descritivo e transversal, com dados obtidos do banco de dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. As variáveis dependentes utilizadas foram: percentual de magreza, eutrofia, risco de sobrepeso e obesidade. As variáveis independentes foram: sexo, idade e variáveis socioeconômicas (raça/cor de pele, renda e moradores por residência). Para o georreferenciamento utilizou-se o programa QGIS (versão 3.4.8) e para a análise exploratória dos dados espaciais o programa Geoda (versão 1.12.1.131). O estudo avaliou 6067 crianças e 4,3% apresentaram magreza, 62,8% eutrofia, 20,2% risco de sobrepeso e 12,7% obesidade. A análise de Spearman indicou: correlação positiva entre proporção de magreza e população parda, baixa renda e maior número de moradores; correlação negativa do risco de sobrepeso com população branca, responsável alfabetizado e maior rendimento salarial; correlação positiva da obesidade com população parda, baixa renda e maior número de moradores. A análise de Moran Local identificou agrupamentos do tipo alto-alto para magreza nos setores censitários Oeste e Leste, para o risco de sobrepeso nos setores Norte, Leste e Oeste, e para a obesidade nos setores Leste e Oeste. Concluiu-se que a prevalência de risco de sobrepeso e obesidade é preocupante no município e espacialmente está associado a fatores socioeconômicos, nos distritos Norte e Oeste para risco e Oeste e Leste para obesidade.

Biografia do Autor

Clenise Maria Reis Capellani dos Santos, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Campus de Foz do Iguaçu.

Mestre em Sociedade, Cultura e Fronteiras. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, UNIOESTE, Campus de Foz do Iguaçu, PR.

Letícia Janaina Possa Zembrzuski, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Foz do Iguaçu-PR.

Professora universitária. Graduada em Letras Português e Inglês e Respectivas Literaturas, mestranda do programa de pós-graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Campus de Foz do Iguaçu-PR.

Kadydja Rosely Varela da Fonseca , Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Foz do Iguaçu-PR.

Psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-comportamental, mestranda do programa de pós-graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras da Universidade Estadual do oeste do Paraná (UNIOESTE) - Campus de Foz do Iguaçu- PR

Oscar Kenji Nihei, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Foz do Iguaçu-PR.

Biomédico, mestre em Ciências, Doutor em Ciências, docente do programa de pós-graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras e do programa de pós-graduação em saúde pública em região de fronteira da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) - Campus de Foz do Iguaçu-PR

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Publicado

27-10-2021