Tuberculose em Áreas de Fronteira
Óbitos e Doenças Associadas
Resumo
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o elevado índice de mortalidade
nos doentes de tuberculose pode estar agregado a doenças e agravos associados à tuberculose.
Objetivo: Analisar os óbitos por tuberculose na faixa de fronteira do Paraná
no Ano de 2013 segundo o tipo de doenças/agravos associados. Método: Trata-se
de um estudo descritivo, retrospectivo realizado nos municípios da faixa de fronteira
do Estado do Paraná, com dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de
Notificação do estado do Paraná. Selecionaram-se variáveis clínicas e sociodemográficas
constando assim, a forma clínica, tratamento diretamente observado, sexo,
idade, escolaridade, zona de domicílio e raça. Aplicou-se a técnica de análise descritiva,
com percentual e número absoluto dos óbitos por tuberculose (TB) procedendo o
calculo da taxa de mortalidade por Tuberculose. Resultados: Dos 29 (100%) casos de
óbito por tuberculose observou-se o predomínio nos homens (58,6%), entre 51 a 70
anos (37,9%), na raça branca (60,2%), com escolaridade inferior a oito anos (72,4%),
e na forma pulmonar (79,3%), sendo a maioria residente na zona urbana (86,2%). A
taxa de mortalidade variou entre 1,1 e 6,1 por 100 mil habitantes, sendo superior à
taxa da faixa de fronteira (1,2) na maioria dos municípios de estudo. Evidenciou-se
que 13 (45%) dos casos apresentaram agravo/doença associada, com predomínio do
alcoolismo 6 (20,7%). Conclusão: Apesar da tuberculose ser doença curável, e que
conta com muitas estratégias para seu controle e eliminação, ainda apresenta elevada
taxa de mortalidade, presença de doenças associadas e vulnerabilidade em áreas de
fronteira.
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