Notas sobre a Administração Pública em Foz do Iguaçu (1888-1937)

  • Micael Alvino da Silva Uniamérica

Resumo

Durante o Brasil Império, a preocupação com a delimitação e manutenção do território, levou à criação de colônias estratégicas militares. Uma dessas foi criada no oeste do Paraná, na divisa com a Argentina e o Paraguai. Nesta região, predominava a exploração de recursos naturais (erva-mate e madeira) e humanos (trabalho semi-escravo nas obrages) por companhias estrangeiras, sobretudo argentinas. Entre os objetivos da Colônia Militar de Foz do Iguaçu não figurava combater esta dupla exploração, apenas administrar a distribuição de terras para que o “sertão” fosse “povoado”. Por razões diversas, seus objetivos não foram atingidos, e em 1912 a jurisdição do território passaria ao Estado do Paraná. A emancipação do município (1914) atraiu “desbravadores” de fora da região, ligadas ao governo estadual que permaneceram à frente de cargos executivos por quase vinte anos, até 1937. A não identificação dos administradores com os administrados, pode ser considerada como um dos possíveis motivos pelos quais em apenas dez anos após a decretação do Estado Novo, os nomes dos primeiros administradores civis não figuram mais nos registros dos poderes executivo e legislativo municipal. O objetivo deste texto é apontar alguns elementos para uma análise da história política de Foz do Iguaçu entre 1888 e 1937.

Biografia do Autor

Micael Alvino da Silva, Uniamérica
Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá.
Seção
Artigos