Hospital Maternidade e Clínica Obstétrica
Palavras-chave:
Hospital Maternidade, Clínica Obstétrica, Ambiente HospitalarResumo
A gravidez é um dos fenômenos mais admiráveis da existência.
Através dela, a complexa gênese da vida se faz presente na experiência
humana. O período dura de cerca de nove meses de gestação, contado a partir
da fecundação e implantação de um óvulo no útero até ao nascimento. A mulher
torna-se, então, instrumento de renovação para o mundo e, sobretudo, para si
mesma. Durante a gravidez, o organismo materno passa por diversas alterações
fisiológicas que sustentam o bebê em crescimento e preparam o parto.
Nos últimos 20 anos ocorreram diversas mudanças na visão do parto e
nascimento, produzindo alterações nos ambientes de saúde destinados a esses
acontecimentos. De modo geral, a hora do parto é cercada de muita expectativa,
ansiedade e até medo, o que acarreta numa grande excitação principalmente
daquela que está dando à luz o seu primeiro filho.
Dessa forma, o ambiente hospitalar é um local de cura e sua arquitetura
é capaz de influenciar e até mesmo gerar determinados tipos de comportamento
nas pessoas que prestam serviços e seus usuários. Portanto, a humanização do
seu espaço físico tem grande importância no processo de bem-estar do paciente
principalmente neste momento tão importante.
A criação de ambientes hospitalares humanizados, não exige uma atitude
“irresponsável” dos profissionais, indo contra às normas e vigências, mas sim,
adicionar conhecimentos básicos do conforto ambiental, como a valorização da
iluminação e ventilação natural.
Espaços eficientes e funcionais, porém frios, despersonalizados e sem
atrativos, são uma fórmula hospitalar superada, assim como a monocromia
exagerada, gerando monotonia e fadiga. O projeto irá reunir características que
assegurem funcionalidade, objetivando a eficiência do ambiente sobre os
usuários.
Alocar recursos físicos e tecnológicos em saúde deve refletir uma
capacidade de distribuição que considera a equidade, a humanização, a
eficiência, a sustentabilidade e a viabilidade técnica. Na medida em que a gestão
destes recursos é aprimorada e o acesso é garantido, chega-se o mais próximo
possível a uma qualidade satisfatória dos serviços de saúde prestados aos
cidadãos.